sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Segurança da criança no Carnaval começa com etiqueta com os dados dos pais

O Carnaval é uma festa que pode ser curtida com as crianças desde que alguns cuidados sejam observados. Para saber o que é necessário para aproveitar a folia com segurança, o UOL Gravidez e Filhos conversou com o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura. Segundo o médico, o ideal é que, para participar, a criança tenha por volta de um ano e meio. O especialista também faz um alerta sobre uma brincadeira comum dessa comemoração: a guerra de confetes. Na euforia, a criança pode engasgar ou aspirar o objeto, que, alojado em seu pulmão, pode provocar uma infecção. Por isso, fique de olho para que ela não engula o item.

FANTASIA: ao vestir a criança para o Carnaval, dê preferência a tecidos leves e naturais. Se seu filho for muito pequeno, outro cuidado é que a roupa não tenha aplicação de detalhes que possam ser engolidos, como lantejoulas e paetês. Atenção também com os acessórios, como espadas e varinhas de condão. Objetos pontiagudos, elas podem provocar acidentes. Fique de olho se os itens têm a certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Pintar o rosto é uma opção para os maiores de dois anos e sempre com produtos específicos para criança. Mesmo assim, vale fazer um teste, usando uma pequena quantidade no pulso e observando se acontece alguma reação alérgica.

SOL: se a festa de Carnaval for ao ar livre, o ideal é evitar a exposição solar no horário entre 10h e 16h. Mesmo na faixa segura, não dispense o filtro solar infantil. Passe o produto ainda em casa e reaplique a cada duas horas. Uma sugestão do pediatra e neonatologista Jorge Huberman é colocar na criança roupas com proteção contra os raios ultravioleta.

BARULHO EXCESSIVO: segundo a legislação brasileira, o limite máximo de exposição a sons é de 85 decibéis. A partir desse número, há risco de perda auditiva, dependendo do volume, do tempo de exposição e da sensibilidade individual. Como não dá para ir para o bloco de Carnaval ou matinê com um aparelho que meça o barulho, os pais devem agir com bom senso. "Não ficar muito próximo da fonte da música é o primeiro cuidado. Se os adultos se sentirem incomodados, é sinal de que a criança também deve estar", afirma o pediatra Jorge Huberman. Por mais que o programa esteja divertido para a família, uma hora e meia é o tempo ideal para a permanência infantil na folia.

HIDRATAÇÃO: antes mesmo de ir para a folia de Carnaval, os pais devem cuidar da hidratação da criança. Segundo o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, os adultos devem oferecer água para o filho até que ele recuse. Durante a festa, também é preciso não descuidar e dar mais água, sucos naturais feitos em casa e mesmo pedaços de algumas frutas e legumes com alto poder de hidratação, como melancia, laranja, melão, cenoura e tomate. Vale lembrar que refrigerantes não hidratam ninguém.

ALIMENTAÇÃO: é fundamental que os pais não cedam ao apelo da praticidade das comidas de rua. A falta de cuidado na manipulação e no armazenamento pode contaminar alimentos, como sanduíches e salgados, e provocar uma intoxicação na criança.

QUEDAS: segundo Alessandra Françoia, da ONG Criança Segura, esse é o principal motivo de internação de crianças. A observação constante é a forma de prevenir acidentes. Por isso, em blocos de rua ou matinês de clube, fique de olho em desníveis do chão, escadas e terrenos acidentados em geral.

CRIANÇA PERDIDA: Carnaval é sinônimo de aglomeração, por isso, além de uma vigilância constante sobre a criança, é imprescindível que ela use uma pulseira ou crachá de identificação, que deve conter os nomes dos pais e os telefones celulares.

NA ESTRADA OU NA CIDADE: Alessandra Françoia, coordenadora da ONG Criança Segura, diz que se a ideia for viajar de carro no Carnaval, deve-se usar o equipamento de proteção, que é, além de uma medida de segurança, uma exigência legal. A Lei da Cadeirinha estabelece os tipos de dispositivos de acordo com a faixa etária. Segundo a legislação, crianças de até 12 meses devem ser transportadas no bebê-conforto. De um a quatro anos, devem viajar em cadeirinhas. Já entre quatro e sete anos e meio, o ideal é que utilizem o booster, que é um assento elevatório. Não vale descuidar nem mesmo em trajetos curtos.

NA PRAIA OU NA PISCINA: opções de muitas famílias no Carnaval, esses locais pedem uma vigilância constante por parte dos adultos em função do risco de afogamento. O cuidado deve ser total mesmo em lugares aparentemente rasos.

Fonte: UOL

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